quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Mais um caso de erro médico



Duas crianças tiveram reação grave a um medicamento aplicado enquanto estavam internadas no hospital Nova Vida, em Itapevi, na Grande São Paulo.
Um garoto de dois anos, após tomar o remédio para fazer um exame no último dia 19, começou a ficar mais agitado, chorar e babar.
Trinta minutos depois, o mesmo medicamento foi receitado a uma menina de quatro anos que precisou fazer uma tomografia.
O frasco, que devia conter calmante líquido, foi trazido pela enfermeira Ingrid Prestes, que trabalha no hospital há quase seis anos.
O que chegou às duas crianças foi ácido tricloracédico, usado para fazer peeling dermatológico, em vez do sedativo hidrato de cloral.
"Não tinha motivo para o ácido estar na área pediátrica do hospital", diz a delegada responsável pelo caso, Isabel Cristina Ferraz.
Durante o depoimento, a enfermeira que medicou a menina alegou ter recebido de outra técnica de enfermagem o medicamento e que não conferiu o conteúdo.
"Ela só percebeu que havia algo errado quando medicou a garota e observou que os lábios ficaram brancos no mesmo momento devido à queimadura", disse a delegada.
No caso do garoto, no entanto, o erro foi constatado tarde demais -ele foi medicado por outra técnica de enfermagem, não identificada pela reportagem. Ela deve prestar depoimento hoje.
Foi feita uma lavagem gástrica emergencial na garota. Apesar dos ferimentos, a menina passa bem e recebeu alta. Já o garoto continua internado em estado grave na UTI do hospital Nossa Senhora de Lourdes, no Jabaquara.
Procurada, a mãe dele não quis comentar o caso.
OUTRO LADO
O hospital Nova Vida divulgou comunicado dizendo que "as crianças foram bem atendidas" e que a suspeita da troca de medicamentos está sendo apurada internamente.
Ingrid Prestes saiu da delegacia no final da tarde de ontem sem falar com a imprensa sobre o caso.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Não olha menino! O coitado é deficiente!


Todo mundo que é ou se porta diferente do que temos como "normal" chama a atenção, isso é fato!
Principalmente quando esses diferentes invadem nossos espaços, o que graças a Deus tem acontecido cada vez mais com as políticas de inclusão e acessibilidade.
Atire a primeira batata frita que nunca olhou, nem que seja por um segundo, pra um deficiente na praça de alimentação do shopping. Olhar não tira pedaço e na maioria das vezes o olhar não é maldoso e sim de pena. É errado? Não, até que não. Ao ver alguém com sérias limitações físicas ou mentais, logo nos vem a cabeça as dificuldades que ela passar por não ser "normal", o sentimento de pena é quase instintivo. O problema surge quando nosso único olhar pra essas pessoas é o de compaixão, de dó, quando não vemos no outro mais do que uma pessoa limitada fisicamente. O cara sentado na cadeira de rodas pode ser um pai de família, um para-atleta, um professor, um advogado, pode ser tudo isso junto e pasmem, ele pode ( acredito quase 100 % que é) ser feliz. A criança que você vê babando, que não consegue falar ou correr, pode ser a melhor aluna da classe, pode ser carinhosa, birrenta, ela pode até não saber falar, mas vai gostar de ouvir o que você tem a dize-la e essa criança não é de jeito nenhum um estorvo pros pais, ela é o filho(a) amado, adorado, a coisa mais linda do mundo, o tchutchuquinho da mamãe, a fofurinha da vovó, assim como seu filho é também.
(Respirem e bebam água, o post vai ser longo)
Não tolham seus filhos de interagir com crianças portadoras de necessidades especiais. O olhar dele pra menina que não anda não é de pena, nem de maldade, é de curiosidade! Faça disso uma oportunidade de ensina-lo a conviver com as diferenças, mostre que todo mundo é igual dentro das suas diferenças. Ensine que ele não precisa ter receio de conviver com o outro, isso é ter respeito. Vai ser ótimo pro seu filho, acredite.

Trago aqui um texto retirado de um blog que sintetiza bem isso tudo. Ele traz depoimentos de mães de crianças especias e vale a pena ser lido:


Pra começar, não tenha pena de mim
“Sim, algumas vezes, eu tenho um monte de coisas pra lidar — mas o que eu não tenho é uma tragédia. Meu filho é um menino brilhante, engraçado e incrível que me traz muita alegria e que me enlouquece às vezes. Você sabe, como qualquer criança. Se você tiver pena de mim, seu filho vai ter também. Aja como você agiria perto de qualquer outro pai ou mãe. Aja como você agiria perto de qualquer criança.”
 Ellen Seidman, do blog “Love That Max”; mãe do Max, que tem paralisia cerebral

Ensine seus filhos a não sentir pena dos nossos
“Quando a Darsie vê crianças (e adultos!) olhando e encarando, ela fica incomodada. Minha filha não se sente mal por ser quem ela é. Ela não se importa com o aparelho em seu pé. Ela não tem autopiedade. Ela é uma ótima garota que ama tudo, de cavalos a livros. Ela é uma criança que quer ser tratada como qualquer outra criança—independente dela mancar. Nossa família celebra as diferenças ao invés de lamentá-las, então nós te convidamos a fazer o mesmo.”
 Shannon Wells, do blog “Cerebral Palsy Baby”; mãe da Darsie, que tem paralisia cerebral
Use o que eles tem em comum
“Vai chegar uma hora em que o seu filhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiências também. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades também—que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiências são mais parecidas com eles do que são diferentes.”
 Michelle, do blog “Big Blueberry Eyes”; mãe da Kayla, que tem Síndrome de Down

Ensine as crianças a entender que há várias formas de se expressar
“Meu filho Bejjamin faz barulhos altos e bem agudos quando ele está animado. Algumas vezes, ele pula pra cima e pra baixo e sacode os braços também. Diga aos seus filhos que a razão pela qual crianças autistas ou com outras necessidades especiais fazem isso é porque elas tem dificuldades pra falar, e é assim que elas se expressam quando estão felizes, frustradas ou, algumas vezes, até mesmo por alguma coisa que estão sentindo em seus corpos. Quando Benjamim faz barulhos, isso pode chamar a atenção, especialmente se estamos em um restaurante ou cinema. Então, é importante saber que ele não pode, sempre, evitar isso. E que isso é, normalmente, um sinal de que ele está se divertindo.”
 Jana Banin, do blog “I Hate Your Kids (And Other Things Autism Parents Won’t Say Out Loud)”; mãe de Benjamin, que é autista

Saiba que fazer amizade com uma criança especial é bom para as duas crianças
“Em 2000, quando meu filho foi diagnosticado com autismo, eu tive muita dificuldade em arrumar amiguinhos para brincar com ele. Vários pais se assustaram, a maior parte por medo e desconhecimento. Fiquei sabendo que uma mãe tinha medo do autismo do meu filho ser “contagioso”. Ui. Treze anos mais tarde, sou tão abençoada por ter por perto várias famílias que acolheram meu filho de uma forma que foi tão benéfica para o seu desenvolvimento social. Fico arrepiada de pensar nisso. A melhor coisa que já ouvi de uma mãe foi o quanto a amizade com o meu filho foi importante para o filho dela! Que a sua proximidade com o RJ fez dele uma pessoa melhor! Foi uma coisa tão bonita de se dizer. Quando tivemos o diagnóstico, ouvimos que ele nunca teria amigos. Os amigos que ele tem, agora, adorariam discordar. Foram os pais deles que facilitaram essa amizade e, por isso, serei eternamente grata.”
 Holly Robinson Peete, fundadora (com o marido Rodney Peete) da Hollyrod Roundation; mãe do RJ, que é autista (é ele, na foto abaixo, com sua irmã Ryan)

Encoraje seu filho a dizer “oi”
“Se você pegar seu filho olhando pro meu, não fique chateada — você só deve se preocupar se ele estiver sendo rude, mas crianças costumar reparar umas nas outras. Sim, apontar, obviamente, não é super educado, e se seu filho apontar para uma criança com necessidades especiais, você deve dizer a ele que isso é indelicado. Mas quando você vir seu filho olhando para o meu, diga a ele que a melhor coisa a fazer é sorrir pra ele ou dizer “oi”. Se você quiser ir mais fundo no assunto, diga a ele que crianças com necessidades especiais nem sempre respondem da forma como a gente espera, mas, ainda assim, é importante tratá-las como tratamos as outras pessoas.”
 Katy Monot, do blog “Bird On The Street”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral.

Encoraje as crianças a continuar falando
“As crianças sempre se perguntam se o Norrin pode falar, especialmente quando ele faz seu “barulhinho alto corriqueiro”. Explique ao seu filho que é normal se aproximar de outra criança que soa um pouco diferente. Algumas crianças podem não conseguir responder tão rápido, mas isso não significa que elas não tem nada a dizer. Peça ao seu filho para pensar no seu filme favorito, lugar ou livro—há grandes chances da outra criança gostar disso também. E a única forma dele descobrir isso é perguntando, da mesma forma que faria com qualquer outra criança.”
 Lisa Quinones-Fontanez, do blog “Autism Wonderland”; mãe do Norrin, que é autista

Dê explicações simples
“Algumas vezes, eu penso que nós, pais, tendemos a complicar as coisas. Usando alguma coisa que seus filhos já conhecem, algo que faça sentido pra eles, você faz com que a “necessidade especial” se torne algo pessoal e fácil de entender. Eu captei isso uns anos atrás, quando meu priminho me perguntou “por que o William se comunicava de forma tão diferente dele e de seus irmãos”. Quando eu respondi que ele simplesmente nasceu assim, a resposta dele pegou no ponto: “Ah, assim como eu nasci com alergias”. Ele sabia como era viver com algo que se tem e gerenciar isso para viver diariamente. Se eu tivesse dito a ele que os músculos da boca de William tem dificuldade em formar palavras, o conceito teria se perdido na cabeça dele. Mas alergia fazia sentido pra ele. Simplicidade é a chave.”
 Kimberly Easterling, do blog “Driving With No Hands”; mãe do William e da Mary, ambos com 
Síndrome de Down

Ensine respeito às crianças com seus próprios atos
“Crianças aprendem mais com suas ações que com suas palavras. Diga “oi” para a minha filha. Não tenha medo ou fique nervosa perto dela. Nós realmente não somos tão diferentes de vocês. Trate minha filha como trataria qualquer outra criança (e ganhe um bônus se fizer um comentário sobre o lindo cabelo dela!). Se tiver uma pergunta, faça. Fale para o seu filho sobre como todo mundo é bom em coisas diferentes, e como todo mundo tem dificuldades a trabalhar. Se todo o resto falhar, cite a frase do irmão de Addison: “bem, todo mundo é diferente!”.”
 Debbie Smith, do blog “Finding Normal”; mãe de Addison, que tem Trissomina 9
Ajude as crianças a ver que, mesmo crianças que não falam, entendem
“Nós estávamos andando pelo playground e a coleguinha da minha filha não parava de encarar o meu filho, que é autista e tem paralisia cerebral. Minha filha chamou a atenção da colega rapidinho: “Você pode dizer “oi” pro meu irmão, você sabe. Só porque ele não fala, não significa que ele não ouve você”. Jack não costuma falar muito, mas ele ouve tudo ao redor dele. Ensine aos seus filhos que eles devem sempre assumir que crianças especiais entendem o que está sendo dito, mesmo sem poderem falar. É por isso que eles não vão dizer “o que ele tem de errado?”, mas poderão até dizer “Como vai?”.”
 Jennifer Byde Myers, dos blogs “Into The Woods” e “The Thinking Person’s Guide To Autism”; mãe do Jack, que tem autismo e paralisia cerebral.

Inicie uma conversa
“Nós estávamos no children’s museum e um garotinho não parava de olhar para Charlie com seu andandor, e a mãe dele sussurrou em seu ouvido para não encarar porque isso era indelicado. Ao invés disso, eu adoraria que ela tivesse dito “esse é um andador muito interessante, você gostaria de perguntar ao garotinho e à sua mãe mais a respeito dele?”.”
 Sarah Myers, do blog “Sarah & Joe (And Charlie Too!)”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral

Não se preocupe com o constrangimento
“Vamos combinar de não entrar em pânico caso seu filho diga algo embaraçoso. Você sabe, tipo se nós estivermos na fila do Starbucks e o seu filho olhar para a Maya e pra mim e disser algo como “Eca! Por que ela está babando?” ou “Você é mais gorda que a minha mãe”. Embora esses não sejam exemplos ideais de início de conversa, eles mostram que o seu filho está interessado e curioso o suficiente para fazer contato e perguntar. Por favor, não gagueje um “mil desculpas” e arraste seu filho pra longe. Vá em frente e diga baixinho o pedido de desculpas, se você precisar, mas deixe-me aproveitar a oportunidade: vou explicar a parte da baba e apresentar Maya e contar da paixão dela por crocodilos, e você pode ser a coadjuvante no processo, dizendo “lembra quando nós vimos crocodilos no zoológico?” ou coisa parecida. Quando chegarmos ao caixa, o constrangimento vai ter passado, Maya terá curtido conhecer alguém novo, e eu terei esperanças de que seu filho conseguiu ver Maya como uma criança divertida, ao invés de uma “criança que baba”. (E eu irei simplesmente fingir que não ouvi a parte do “mais gorda que a minha mãe”).”
 Dana Nieder, do blog “Uncommon Sense”; mãe da Maya, que tem uma síndrome genética não diagnosticada


Por favor, não chegue prum pai ou mãe e diga coisas do tipo: "não sei como você aguenta" " ou sua vida é uma luta".
A vida deles pode mesmo ser mais corrida e ter demandas que a sua não tem, mas o filho deles não é um fardo, eles não "aguentam", eles AMAM e fazem tudo pra dar conforto e dignidade aos seus filhos, do mesmo jeito que você.


Depoimentos tirados de: http://www.inclusive.org.br/?p=22166

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Você conhece a Psicopedagogia? A Clara te mostra!


Psicopedagogia

É a área de estudo dos processos e das dificuldades de aprendizagem de crianças, adolescentes e adultos. O psicopedagogo identifica as dificuldades e os transtornos que impedem o estudante de assimilar o conteúdo ensinado em sala de aula. Para isso, ele faz uso de conhecimentos da pedagogia, da psicanálise, da psicologia e da antropologia. Analisa o comportamento do aluno, observando como ele aprende. Promove intervenções em caso de fracasso ou de evasão escolar. Além de trabalhar em escolas, esse profissional pode atuar em hospitais, auxiliando os pacientes a manter contato com as atividades normais de aprendizado. Pode trabalhar também em centros comunitários ou em consultório, público ou particular, orientando estudantes e seus familiares.

PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA
A Psicopedagogia Clínica tem como missão, retirar as pessoas da sua condição inadequada de aprendizagem, dotando-as de sentimentos de alta auto-estima, fazendo-as perceber suas potencialidades, recuperando desta forma, seus processos internos de apreensão de uma realidade, nos aspectos: cognitivo, afetivo-emocional e de conteúdos acadêmicos. O aspecto clínico é realizado em Centros de Atendimento ou Clínicas Psicopedagógicas e as atividades ocorrem geralmente de forma individual.

O PSICOPEDAGOGO CLÍNICO
É o profissional que atuará no aspecto clínico (terapêutico).No aspecto clínico, o trabalho do psicopedagogo se constitui em:· Avaliar e diagnosticar as condições da aprendizagem, identificando as áreas de competência e de insucesso do aprendente; De acordo com BOSSA (2000, p.102), em geral, no diagnóstico clínico, ademais de entrevistas e anamnese, utilizam-se provas psicomotoras, provas de linguagem, provas de nível mental, provas pedagógicas, provas de percepção, provas projetivas e outras, conforme o referencial teórico adotado pelo profissional.· Realizar devolutivas[i] para os pais ou responsáveis, para a escola e para o aprendente;· Atender o aprendente, estabelecendo um processo corretor[ii] psicopedagógico com o objetivo de superar as dificuldades encontradas na avaliação;· Orientar os pais quanto a suas atitudes para com seus filhos, bem como professores para com seus alunos;· Pesquisar e conhecer a etiologia ou a patologia do aprendente, com profundidade.O psicopedagogo deve ser um profissional que tem conhecimentos multidisciplinares, pois em um processo de avaliação diagnóstica, é necessário estabelecer e interpretar dados em várias áreas, dentre elas: auditiva e visual, motora, intelectual, cognitiva, acadêmica e emocional. O conhecimento dessas áreas fará com que o profissional compreenda o quadro diagnóstico do aprendente e favorecerá a escolha da metodologia mais adequada, ou seja, o processo corretor, com vistas à superação das inadequações do aprendente. É necessário ressaltar também que a atualização profissional é imperiosa, uma vez que trabalhando com tantas áreas, a descoberta e a produção do conhecimento é bastante rápida.


No caso da Clara, o acompanhamento com a psicopedagoga auxilia no resgate da memória escolar, já que ela frequentava a escolinha. A Márcia, que é a psicopedagoga que a acompanha, trabalha com ela coisas básicas que aprendemos ainda na primeira infância, como: segurar o lápis, a noção de lateralidade, organização espacial, movimentos de pinça, pressão, texturas, usando o conhecimento que ela já tinha. Assim a Clara está sendo preparada pra frequentar a escola novamente.
No próximo post um vídeo mostrando como acontece uma sessão de psicopedagogia.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Começando a história


Uma conversa onde a Erika, mãe da Clara, nos conta um pouco do que aconteceu.
Ouça aqui!



Obs: Clicando no link você será direcionado para uma página no 4shared, é só clicar no play!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Que Mundo é Esse?

Sabe quando você acorda num dia igual a qualquer outro e sua vida muda COMPLETAMENTE? Não? Pois é, esse blog vai contar uma história assim, e a partir dessa história muitas outras.
Histórias de vidas que passam por dificuldades que eu e você nem conseguimos enxergar. Você repara se os banheiros públicos são adaptados para cadeirantes? Já notou como as calçadas são terríveis pra transitar com cadeiras de rodas? Estacionou na vaga de deficientes por 5 minutinhos? Ensinou seus filhos a lidarem com as diferenças? O que você sabe sobre acessibilidade e inclusão?
Maria Clara é uma  criança de 8 anos, uma menina de cabelos cacheados, uma princesa de carruagem cor de rosa, a irmã mais velha do Rafa. Aaaahh, ela é tetraplégica também. Foi vitima de um erro médico que deixou  sérias sequelas e levou os pais dela para um mundo novo, onde além de lutar todos os dias pelo conforto da Clara e pela evolução do quadro dela ( coisa que eles fazem com muito amor), ainda enfrentam as dificuldades de um mundo que não é acessível aos deficientes.
É disso que vamos falar aqui através da história da Clarinha. Vamos alertar, orientar, informar, debater e tentar esclarecer sobre erros médicos, inclusão e acessibilidade. Porque quem tem deficiência não tem que ficar em casa olhando a vida da janela. Um mundo bem grande espera lá fora, um mundo que deve caber todos nós com nossos mundinhos particulares.
Seja bem vindo ao Mundo de Maria Clara.